Nesta quinta-feira, 28 de agosto, a diretoria do SEESE esteve presente na retomada da Mesa de Negociação Permanente do Sistema Único de Saúde (SUS) do município de Aracaju. A reunião marcou a reabertura do espaço de diálogo entre os representantes da gestão municipal e os trabalhadores da saúde, com o objetivo de discutir pautas que impactam diretamente a atuação da enfermagem e, consequentemente, a qualidade do atendimento prestado à população.
Durante o encontro, foi deliberado que as reuniões da mesa acontecerão de forma bimestral, garantindo um canal regular de comunicação entre as partes. A gestão municipal sinalizou ainda a intenção de dar continuidade às diretrizes já estabelecidas na portaria anterior que regia a Mesa de Negociação da gestão passada.
A presidenta do SEESE, Shirley Morales, destacou a importância de resgatar o protagonismo dos trabalhadores nesse espaço e sugeriu a elaboração de um regimento interno que mantenha o perfil participativo da mesa anterior. A proposta visa permitir que os sindicatos possam, enquanto bancada dos trabalhadores, apresentar pautas de interesse das categorias e não apenas receber, de forma unilateral, os temas definidos pela administração municipal.
“Nosso objetivo é que a mesa volte a ser um espaço legítimo de construção coletiva, onde as pautas dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, sejam ouvidas, consideradas e encaminhadas com responsabilidade”, ressaltou Shirley Morales.
Nesta primeira reunião, a gestão trouxe como ponto de pauta o novo modelo de agendamento dos serviços e consultas da Atenção Primária à Saúde. Atualmente, o sistema segue um modelo tradicional, mas a proposta é adotar outros formatos como o Carvey Out e o modelo de Acesso Avançado, que serão testados inicialmente em unidades-piloto.
No entanto, o SEESE tem recebido diversas reclamações por parte dos trabalhadores sobre a forma como a mudança está sendo implementada. Segundo os profissionais, o novo modelo foi imposto sem pactuação prévia com as categorias. As oficinas realizadas pela gestão serviram apenas para apresentar a dinâmica do novo fluxo de trabalho, sem espaço para o debate ou sugestões.
Diante disso, Shirley Morales solicitou que a gestão municipal receba oficialmente as contribuições dos sindicatos em relação ao modelo de agendamento, a fim de que seja possível chegar a um consenso que leve em consideração a realidade vivida pelos profissionais nas unidades de saúde.
ASCOM SEESE
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