A diretoria do Seese, juntamente com as diretorias do Sindasse, Sinodonto, Sintama, Sinfito-SE, Sindifarma e Sindimed, realizou nesta sexta-feira, dia 13, uma reunião on-line com suas respectivas categorias para discutir o andamento do processo de implantação das Organizações Sociais (OS’s) no município de Aracaju. O encontro teve como objetivo dialogar com os trabalhadores diante do cenário de incertezas e da falta de informações claras por parte da gestão municipal.
Durante a reunião, os profissionais relataram angústias provocadas por conversas de “corredor” e mudanças já percebidas na rotina do Hospital Fernando Franco. Segundo os relatos, alguns serviços teriam sido desativados ou alterados, a exemplo da vigilância epidemiológica em parte do período noturno, suspensão do serviço de recursos humanos à noite e alteração da prestação de serviços da Central de Material e Esterilização (CME) que atendiam à rede de Atenção Primária e outras unidades e agora esse serviço não será mais realizado no hospital. Os dirigentes sindicais esclareceram que, conforme informado pela prefeitura, a OS assumiria apenas a administração nos moldes atuais, sem fechamento de serviços ou redução de horários, uma vez que qualquer prejuízo na oferta impacta diretamente a população.
Também foram relatadas reuniões realizadas por representantes da OS com trabalhadores. A primeira ocorreu por convocação da Secretaria Municipal de Saúde e teve participação dos trabalhadores e a presidência da OS. Segundo os profissionais, houve clima de insegurança após a reunião, pois gerentes informaram que haveria alteração de escalas de servidores estatutários. Diante da situação, os trabalhadores buscaram a Organização Social para sanar dúvidas. A gestão da OS alegou que determinados serviços, como a vigilância epidemiologica, não estariam contemplados no contrato. Para a presidenta do Seese, Shirley Morales, a situação é preocupante, pois demonstra falta de conhecimento da futura gestora sobre o funcionamento do hospital e gera insegurança quanto à manutenção de direitos, como jornada reduzida e readaptação funcional — garantias asseguradas por lei aos servidores públicos.
Diante do cenário, os participantes sugeriram a negociação de um termo de ajustamento de conduta que formalize a real situação e assegure a garantia dos direitos dos servidores estatutários, dos trabalhadores do PSS absorvidos e o pagamento correto das verbas rescisórias dos contratos temporários. Também foi reivindicada a presença de representantes da administração direta no Hospital Fernando Franco para dialogar com os profissionais que não aderiram à OS. Os sindicatos informaram que seguem mobilizados, com encaminhamentos que incluem reunião extraordinária na Mesa de Negociação do SUS, articulação junto ao Ministério Público de Contas e diálogo com vereadores, reafirmando o compromisso com a defesa dos trabalhadores e do serviço público de saúde.
ASCOM SEESE
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