Breaking News

DIRETORIA DO SEESE FISCALIZA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE LAGARTO E CONSTATA PROBLEMAS NO DIMENSIONAMENTO E CONDIÇÕES DE TRABALHO DA ENFERMAGEM

Na última quinta-feira, 11 de abril, a Diretoria do Seese, representada por Gabriela Pereira e Alba Suzidarle Brandão, realizou uma fiscalização no Hospital Universitário de Lagarto, após receber denúncias sobre dimensionamento e as condições de trabalho da equipe de enfermagem. A inspeção in loco confirmou diversas irregularidades que comprometem não apenas a saúde e segurança dos trabalhadores, mas também a qualidade do atendimento prestado à população.

Durante a visita, foi identificado subdimensionamento da equipe de enfermagem em diversos setores da unidade. A escala apresentada pela gestão indicava um número de profissionais que, na prática, não condizia com a quantidade encontrada nos plantões. A situação tem gerado sobrecarga e exaustão entre os trabalhadores.

Além disso, foi verificada superlotação da unidade, com pacientes em macas nos corredores devido à falta de leitos disponíveis para internamento. Em alguns casos, pacientes que necessitavam de isolamento estavam sendo mantidos junto a outros com múltiplas comorbidades, o que representa um grave risco sanitário.

Outro ponto constatado foi a quantidade de kits insuficientes para aferição de sinais vitais, prejudicando o monitoramento eficaz dos pacientes. A Lei do Descanso Digno da Enfermagem também está sendo desrespeitada: os profissionais da categoria são obrigados a dividir o espaço de repouso com trabalhadores de outras áreas, o que fere diretamente seus direitos.

A fiscalização ainda revelou a ausência do profissional fisioterapeuta, especialmente na área azul, sobrecarregando ainda mais a equipe de enfermagem.

Os trabalhadores também relataram a insuficiência de programas de capacitação e treinamento contínuo, além de problemas com os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Segundo apurado, os aventais distribuídos possuem gramatura abaixo do ideal para o tipo de atendimento realizado, o que coloca os profissionais em risco.

Outro grave problema identificado foi relacionado ao adicional de insalubridade. Atualmente, os profissionais recebem o percentual de 20%, quando, pelas condições a que estão expostos, deveriam estar recebendo 40%.

FONTE: ASCOM SEESE

Check Also

DIRETORA DO SEESE PARTICIPA DE AUDIÊNCIA NO MPT SOBRE OS IMPACTOS DA PEJOTIZAÇÃO

Nesta quinta-feira, dia 29, a diretora do Seese, Alba Suzidarle Brandão, participou de uma audiência …