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SINDICATOS SE REÚNEM COM TRABALHADORES DA FHS E REPUDIAM ASSÉDIO RELACIONADO AO TERMO DE ADESÃO À OS

A diretoria do Seese, em conjunto com as diretorias de outros oito sindicatos da saúde — Sindimed, Sintama, Sindinutrise, Sinodonto, Sinfito, Sinpsi, Sindasse e Sindifarma — realizou, no dia 5 de novembro, uma reunião ampliada com empregados e servidores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). O encontro teve como objetivo esclarecer dúvidas e dialogar sobre os desdobramentos da Assembleia realizada em 23 de outubro.

Um dos principais pontos debatidos foi a situação das escalas e da jornada de trabalho dos servidores do município de Propriá. Trabalhadores relataram que a gestão estadual vem exigindo a assinatura do termo de adesão como condição para a manutenção da lotação, alegando que tal exigência teria sido pactuada com os sindicatos — o que não condiz com a verdade. As entidades sindicais foram enfáticas ao afirmar que em nenhum momento houve acordo nesse sentido e classificaram a postura da gestão como assédio institucional.

Durante a reunião, os dirigentes reforçaram que a assinatura do termo de adesão deve ser um ato totalmente voluntário. O entendimento dos sindicatos é de que nenhum trabalhador pode ser obrigado a aderir a uma Organização Social (OS) para permanecer em sua escala habitual. As entidades também reiteraram sua posição contrária ao modelo de OS, destacando que cabe exclusivamente ao trabalhador decidir se deseja ou não assinar o termo de adesão.

Outro ponto que gerou preocupação foi a denúncia de que a gestão lançou uma circular proibindo as trocas de plantão entre profissionais em jornada de 12 horas, exceto quando autorizadas pela própria administração. Os sindicatos destacaram que a prática de trocas não está prevista no Acordo Coletivo de Trabalho e que historicamente se trata de uma negociação direta entre empregado e empregador. Na avaliação das entidades, a medida tem sido utilizada de forma desigual: pedidos dos trabalhadores são negados, enquanto a gestão força trocas quando lhe convém.

Os dirigentes também explicaram que a elevada rotatividade em áreas como Propriá — devido à saída e retorno de profissionais de processos seletivos ou por afastamentos relacionados a adoecimento — deveria levar a gestão a convocar os aprovados no concurso público, em vez de pressionar os trabalhadores com sobrecarga. Foram relatados casos de assédio para que servidores assumam horas extras sem o devido intervalo mínimo entre jornadas, o que agrava o desgaste físico e emocional da categoria.

Por fim, os sindicatos informaram que aguardam um posicionamento da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sobre como proceder caso a maioria dos trabalhadores decida não aderir às OS, reforçando o compromisso das entidades com a defesa intransigente dos direitos e condições dignas de trabalho.

ASCOM SEESE

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