A diretoria do SEESE, que integra o Conselho Municipal de Saúde (CMS) como representante dos trabalhadores, participou nesta quarta-feira, 29 de outubro, de uma reunião ordinária do colegiado para discutir pautas relevantes relacionadas à rede municipal de saúde de Aracaju.
Entre os principais temas debatidos esteve o fechamento do setor gripário, decisão tomada pela Prefeitura sob o argumento de descentralizar os atendimentos de pacientes com síndrome gripal para as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A diretoria do SEESE questionou a medida, destacando que os profissionais das UBS’s não receberam treinamento ou capacitação para a realização dos testes.
O sindicato também alertou para a deficiência de recursos humanos nas unidades, sobretudo no quadro da enfermagem, além das condições estruturais precárias de alguns espaços — inclusive UBS’s sem geladeiras adequadas para o armazenamento dos testes. Diante do cenário, o SEESE sugeriu a ampliação do setor gripário na região Norte, já que a unidade localizada na Coroa do Meio atende prioritariamente moradores da região Sul.
Durante a reunião, também foi discutida sobre a criação de um colegiado composto por conselheiros locais de saúde. Ficou definido que o CMS irá emitir uma resolução baseada em seu regimento interno e agendar uma reunião com os componentes.
Na ocasião, a vice-presidenta do SEESE, Gabriela Pereira, fez uso da palavra para denunciar as Organizações Sociais (OS’s). Ela destacou o Ato Público realizado em 25 de outubro, que contou com caminhada do Palácio dos Despachos até a Unidade de Saúde Sinhazinha, e solicitou apoio do Conselho Municipal de Saúde na luta contra a privatização e pela defesa do serviço público.
“Na última conferência municipal, ficou pactuado que os trabalhadores iriam rejeitar toda forma de terceirização e cobrar a realização do concurso público prometido pela prefeita, que até agora não foi efetivado. Esse é o nosso pleito: que Aracaju cumpra esse compromisso e que, no caso do Estado, sejam convocados os aprovados no último certame”, afirmou Gabriela.
A dirigente também alertou para o avanço das OS’s no município sem o devido respeito ao controle social, ressaltando que as decisões estão sendo tomadas sem discussão com os conselhos de saúde e sem consulta à sociedade, o que fere o princípio democrático da participação popular.
ASCOM SEESE
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