Na última quinta-feira, 13 de junho, a diretoria do SEESE, representada por Gabriela Pereira e Lígia Maria Pinto, participou da reunião do Conselho Municipal de Saúde de Aracaju, que teve como pauta a apresentação dos ajustes no Plano Municipal de Saúde e o parecer da Comissão de Fundos sobre a Programação Anual de Saúde para 2025.
Durante a reunião, Gabriela Pereira destacou a importância de preservar o caráter público do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na diretriz que trata das parcerias na rede de Atenção Primária. A dirigente fez questão de registrar em ata a ressalva contra possíveis parcerias público-privadas (PPPs), como as que foram propostas na gestão anterior. Segundo ela, devem ser priorizadas parcerias público-públicas, envolvendo entes estatais e promovendo debates amplos com os conselhos de saúde antes de qualquer tentativa de implantação de modelos privatizantes na saúde pública.
Outro ponto discutido foi o fortalecimento das ouvidorias da saúde, e a gestão informou que está elaborando um novo instrumento para aprimorar a comunicação com os usuários do SUS. Na sequência, foi apresentada a “Rede Alyne”, que reestrutura a antiga “Rede Cegonha”, com o objetivo de reduzir a mortalidade materno-infantil, sobretudo entre mulheres negras.
Também foi apresentado e discutido na reunião o Plano de Contingência das Síndromes Gripais, ao que Gabriela Pereira aproveitou o momento para questionar o recente fluxo de encaminhamento de recém-nascidos para o Hospital Fernando Franco, apontando a falta de estrutura adequada e ausência de profissionais especializados para o atendimento neonatal.
A dirigente alertou que, caso haja agravamento no quadro clínico das crianças, o hospital não dispõe dos recursos necessários para oferecer suporte adequado. Informou ainda que o encaminhamento direto de recém-nascidos ao hospital não fazia parte do fluxo habitual, uma vez que, anteriormente, os atendimentos eram realizados nas próprias maternidades.
Diante da denúncia apresentada pelo SEESE, a gestão municipal garantiu que abrirá diálogo com essas unidades de referência e irá rediscutir o fluxo, a fim de garantir um atendimento seguro e adequado aos recém-nascidos.
ASCOM SEESE
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