AVISO DO SEESE
Enfermeiros de Aracaju retornam às suas atividades, mas permanecem em estado de mobilização

Enfermeiros de Aracaju retornam às suas atividades, mas permanecem em estado de mobilização

Mesmo com a greve encerrada, enfermeiros do município de Aracaju voltam às suas atividades, mas permanecem em estado de mobilização. Após os 45 dias, os servidores da saúde de Aracaju decidiram finalizar a greve na última sexta-feira, dia 15. O motivo: a Prefeitura de Aracaju concedeu um reajuste salarial de 4,42%, o menor reajuste dado até o momento, pois outras categorias tiveram um benefício maior, alteração da tabela salarial no percentual de 8% para o ano de 2016. A readequação salarial foi utilizada como justificativa da gestão para o tratamento desigual dado aos servidores da saúde.

A gestão municipal fez o anúncio pela manhã, e no período da tarde, os sindicatos envolvidos no movimento grevista se reuniram em assembleia geral e “acataram” esse reajuste, dando as costas ao poder municipal como forma de protesto, pois o percentual solicitado foi de 12,5%. A próxima assembleia unificada dos servidores vai acontecer em 1º de agosto, no Sindicato dos Bancários, às 14 horas.

Segundo a prefeitura, o percentual de reajuste de 4,42% foi o resultado do cálculo do IPCA/IBGE de janeiro a junho deste ano, baseado no limite máximo do percentual que poderia ser concedido durante o período eleitoral, nos termos da art. 73, inciso VIII, da Lei Federal 9.504/97. Desta forma, o reajuste salarial só será retroativo a julho deste ano.

Se não fossem os atos e mobilizações, mais precisamente, a pressão que o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe com as demais categorias deste movimento fizeram, a Prefeitura não teria anunciado o percentual de reajuste. A insatisfação continua, pois nem o 13º salário e 1/3 das férias dos servidores foram pagos até este momento. “Nós aceitamos o reajuste, mas repudiamos a forma como sempre fomos tratados pelo prefeito, o que pesou para o encerramento da greve foi que apesar da insatisfação com a discriminação da prefeitura, os trabalhadores se sensibilizaram com a questão da saúde da população”, relatou Shirley Morales, presidente do Seese.