AVISO DO SEESE
Em assembleia, enfermeiros e agentes comunitários de saúde e endemias deliberam a permanência da greve

Em assembleia, enfermeiros e agentes comunitários de saúde e endemias deliberam a permanência da greve

Em greve há quase um mês, por não obter resposta oficial da gestão municipal de Aracaju sobre a recomposição salarial, bem como, do estudo de impacto financeiro solicitado desde 12 de junho, enfermeiros e agentes comunitários de saúde e endemias deliberaram hoje, dia 24, durante assembleia conjunta, mais um ato que acontecerá na segunda-feira, dia 31, as 07h00 em frente a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), situada no bairro Coroa do Meio.

A direção do Seese informa que mediante a atual situação da gestão municipal com seus servidores, não existe a possibilidade de recuar com a greve. “No que diz respeito a insalubridade, esses trabalhadores correm risco de contrair infecções diariamente, inclusive de levar doenças para suas casas e ainda são tratados com grau de inferioridade diante de todos os outros servidores? Isso não existe! O prefeito disse que a sua gestão seria de diálogo e avanços. E isso é o que ele menos está fazendo”, disse Shirley Morales, presidente do Seese.

A escala de plantão permanece a mesma, 50% dos profissionais enfermeiros continuam trabalhando nas unidades de Urgência e Emergência e 30% trabalhando nas Unidades de Saúde da Família.

Entenda o caso:

No início de abril, data base do reajuste salarial, foi enviado à Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) um ofício subscrito por 11 categorias da saúde solicitando reunião a fim de tratar sobre a recomposição salarial. O percentual pleiteado pelas categorias foi de 20,5%, após um estudo elaborado pela mesa da bancada sindical. No dia 05 de junho, foi deliberado em assembleia pelos enfermeiros e agentes comunitários de saúde e endemias, uma paralisação por 24 horas no dia 12 de junho. Nesse dia, após o ato público, os dirigentes sindicais ao entrar na sede da Prefeitura para tentar uma negociação com os gestores, foram impedidos pelos guardas municipais, sob a alegação de que eles poderiam “invadir” o prédio público, sendo a Prefeitura, a casa do servidor público municipal.

Passado o momento de truculência e constrangedor, os secretários da Saúde, na época era André Sotero, de Governo, Carlos Cauê, do Planejamento, Orçamento e Gestão, Augusto Fábio e o secretário adjunto da Comunicação, Elton Coelho receberam os dirigentes e ficou combinado que Augusto Fábio faria um estudo aprofundado da receita e das despesas da prefeitura para que o secretário de finanças, Jefferson Passos apresentasse às categorias da Saúde no dia 20 de junho.

Como nada disso foi feito, as categorias deliberaram em assembleia realizada nesse mesmo dia, dar um voto de confiança e aguardar até o dia 27 de junho, um posicionamento da gestão municipal. Como nada foi apresentado oficialmente aos sindicatos, e sim, noticiado na imprensa que o prefeito Edvaldo Nogueira não iria dar nenhum reajuste salarial aos servidores municipais, eles iniciaram o movimento grevista no dia 28 de junho e segue por tempo indeterminado.